Inteligência artificial

Inteligência artificial: Os benefícios que proporciona ao atendimento médico

A inteligência artificial (IA) é uma área de pesquisa da ciência da computação que busca, através de símbolos computacionais, gerar mecanismos e/ou dispositivos que consigam basicamente reproduzir a capacidade do ser humano de pensar e resolver problemas.

 

Obviamente, não demoraria muito para que essa tecnologia compreendesse a saúde e suas pesquisas intermináveis. Os médicos foram cativados pela inteligência e capacidade dos computadores que processam um número grande de informações. Isso sem contar a influência positiva que a IA oferece na medicina como a obtenção de diagnósticos entre outros.

 

A semelhança à racionalidade humana que a IA pretende alcançar no campo da medicina visa ajudar a encontrar respostas mais flexíveis e precisas para melhores diagnósticos.

Diante disso, foi criado o termo IAM (Inteligência Artificial em Medicina) para unir os profissionais da área da saúde e cientistas.

 

Benefícios trazidos pela Inteligência Artificial na Medicina

Existem diversos benefícios que a IA pode proporcionar ao atendimento médico. Os principais são:

 

Lembretes e alertas: o profissional de saúde pode receber, através de um sistema computadorizado, notificações em tempo real sobre o estado do paciente;

 

Armazenamento de dados: o sistema pode armazenar dados importantes de pacientes e laudos de uma forma segura, facilitando a visualização de clínicos. Para evitar a invasão de hackers, é utilizado a criptografia;

 

Auxílio no diagnóstico de doenças: é possível relacionar o histórico de dados e diferentes sintomas do paciente para indicar possíveis doenças, presentes ou futuras;

 

Sequenciamento de genes: o sistema de sequenciamento tem como objetivo auxiliar oncologistas no diagnóstico e tratamento de câncer;

 

Interpretação de imagens: mais agilidade em interpretar exames ou identificar anormalidades em imagens médicas, como radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas;

 

Auxílio na Telemedicina: A telemedicina utiliza de tecnologias da informação e telecomunicações para o fornecer, à distância, informações e atenção médica à pacientes e profissionais de saúde.

 

Desafios e cenário no Brasil

 

Um desafio dos desenvolvedores de inteligência artificial está em caracterizar corretamente os pontos da medicina que mais precisam destes sistemas.

 

No Brasil, podemos encontrar programas baseados na inteligência artificial em algumas instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein, onde há aparelhos de imagem capazes de apontar possíveis doenças e notificar o médico automaticamente.

 

Quando se fala em inteligência artificial aplicada à saúde, especialmente na medicina diagnóstica, as perspectivas são encantadoras. Contar com máquinas que aprendem com os erros e passam a trabalhar cada vez melhor dia após dia gera a expectativa de uma evolução histórica na área. 

 

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Brain4care

Brain4care: Método não invasivo mede pressão intracraniana

A Brain4care, startup brasileira, desenvolveu o primeiro método no mundo totalmente não invasivo capaz de monitorar a complacência cerebral, que é a capacidade do cérebro de manter a sua pressão estável.

 

Antes, só era possível medir a Pressão Intracraniana (PIC) fazendo um pequeno furo no crânio, método que não é aplicável a todos os pacientes. Com o dispositivo da startup, o monitoramento é realizado sem dor, com menos risco para o paciente e os resultados demoram entre 15 e 20 minutos. A descoberta permite identificar ou confirmar algumas doenças antes mesmo que os sintomas se manifestem e acompanhar a evolução do paciente ao longo do tratamento.

 

Como o Brain4care funciona?

 

A solução, certificada pela Anvisa, no Brasil, e liberada pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, consiste em um sensor externo encostado na cabeça do paciente, que é capaz de captar alterações e condições que antes somente poderiam ser coletadas por meio de um cateter inserido cirurgicamente no cérebro do paciente. 

 

Com o método Brain4care, as informações são coletadas pelo sensor não invasivo posicionado na cabeça do paciente, que envia os sinais via bluetooth para um tablet ou celular Android. As curvas são exibidas em tempo real na tela por meio de um aplicativo e as informações do paciente são enviadas para uma plataforma em nuvem. Pelo próprio aplicativo ou site, também é possível emitir relatórios em arquivos PDF que podem ser abertos e impressos. 

 

Com o uso dessa nova tecnologia as equipes que atuam em contato com os pacientes 24 horas por dia, terão uma nova ferramenta para identificar quando os pacientes entram em risco neurológico, acionando os médicos especialistas com mais antecipação e pertinência, podendo evitar agravamentos, sequelas e mortes. Toda a solução de tecnologia da informação da Brain4care segue o padrão norte-americano de segurança estabelecido pelo Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPPA).

 

Quebra de paradigma na medicina

 

O desenvolvimento do método inovador da Brain4care foi possível graças aos estudos do Professor Sérgio Mascarenhas de Oliveira, físico e químico brasileiro reconhecido por sua atuação em ciência e educação. Diagnosticado em 2005, aos 77 anos, com hidrocefalia, Mascarenhas fez uma cirurgia para implantar uma válvula que drena o excesso de líquido e retornou à sua vida normal. Movido pelo inconformismo com os procedimentos invasivos, realizou experimentos que provaram que o crânio é expansível e que suas deformações podem ser captadas por fora. O resultado derrubou um dos pilares da Doutrina de Monro-Kellie, estabelecida há 200 anos. A partir de sua descoberta, Mascarenhas desenvolveu o método Brain4care. A monitorização não invasiva por meio de um sensor auxilia na identificação de alterações da PIC e da complacência cerebral, exibidas no gráfico da morfologia, em tempo real.

Apesar de ter sido criada no Brasil, a empresa começou suas operações nos EUA. Vários estudos já comprovaram sua eficácia e instituições de saúde renomadas estão utilizando o método, como o Hospital Sírio-Libânes. Quer conhecer tudo sobre o Brain4care? Acesse o site e confira.

 

Saúde 5.0

Saúde 5.0: conceito, valor e transformações para o setor

Tecnologias como Internet das Coisas (IoT), smartwatch, teleconsulta, telemedicina e Inteligência Artificial são alguns dos principais recursos incorporados no mais novo conceito de saúde dessa era: a Saúde 5.0. O mundo está em constante evolução, especialmente por conta do avanço da tecnologia nos últimos anos. Para acompanhar essa mudança, o setor da saúde tem se reinventado levando em consideração todo suporte e cuidado que deve ser oferecido ao seu principal foco, o paciente.

 

Na Saúde 5.0 amplia-se o conceito de integração para conectividade, ou seja, agora não há apenas sistemas integrados com a disponibilidade de informações para a tomada de decisão (conceito de Saúde 4.0), mas sim a conectividade de diferentes sistemas e dispositivos que permitem monitorar e orientar pacientes, médicos e enfermeiros. Por meio dos recursos disponíveis na Saúde 5.0, é possível proporcionar maior autonomia e qualidade de vida aos pacientes que já estão ou precisarão de algum tipo de tratamento médico.

 

Revolução digital e mudanças promovidas pela Saúde 5.0

 

Você já ouviu falar nessa expressão “Saúde 5.0”? É uma revolução que promete colocar o mundo ao nosso favor e reposicionar as tecnologias que criamos em nosso próprio benefício, visando melhorar a qualidade de vida. 

 

Ou seja, enquanto a Indústria 4.0 se centra, essencialmente, nas fábricas, a Sociedade 5.0 procura posicionar o ser humano no centro da inovação e transformação tecnológica. A nova era passa pela compreensão de que tudo no futuro estará conectado e que a sociedade terá que ser adaptável. De que forma? Investindo (e muito) em inteligência artificial, robótica, Big Data, em caminhões autônomos e em entregas com drones.

 

No entanto, ideia de Saúde 5.0 vai além da busca por maior produtividade e eficiência dos processos com o auxílio de redes de internet, sensores e microchips. Trata-se sim da convergência de todas as tecnologias com o objetivo de facilitar a vida dos seres humanos. 

 

Na medicina e enfermagem, por exemplo, os robôs serão fundamentais para encarar o desafio do envelhecimento da população e auxiliar os profissionais em suas rotinas e procedimentos intensos e complexos.

 

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Simuladores médicos

Simuladores médicos de baixo custo, abrangente e universal

Compartilhar conhecimentos, habilidades e atitudes, desde o acolhimento dos pacientes até os procedimentos mais complexos, como suporte avançado de vida são os objetivos da metodologia de ensino baseada no uso dos simuladores médicos. Para tanto são necessários diversos tipos de simuladores com finalidades distintas para cada capacitação necessária. 

 

Assim, o ramo da simulação médica resulta da aplicação de modelos simuladores à educação e ao treinamento médicos, cujo objetivo principal é que, durante a formação dos profissionais da área, não precisem lidar diretamente com pacientes em seus estágios iniciais de aprendizagem. Muitos profissionais, no entanto, são céticos sobre as reais possibilidades de simulação, afirmando que casos como o de uma cirurgia, por exemplo, são muito complexos para serem simulados com precisão. Todavia, os avanços tecnológicos tornaram os simuladores médicos sofisticados e eles têm sido empregados cada vez em maior número nos cursos de medicina ao redor do globo.

 

De acordo com o Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, a somatória de mortes por erro de profissionais da saúde resultou em mais de 54 mil óbitos em hospitais públicos e privados no país. Contudo, esses óbitos poderiam ser evitados com o treinamento e aperfeiçoamento de técnicas em simuladores médicos. No entanto, os atuais simuladores médicos demonstram elevados valores monetários para compra e manutenção, o que restringe o poder de aquisição destes produtos por entidades educacionais de saúde e limita a universalização da capacitação de profissionais.

 

Conheça a startup que produz, confecciona e comercializa simuladores médicos de baixo custo

 

Diante deste contexto, duas alunas se uniram para desenvolver protótipos que podem viabilizar a educação e o treinamento médico de forma mais abrangente e universal. As estudantes do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza Larissa Holanda e Luiza Marques tiveram a sua proposta de empresa, a Maho Simuladores, selecionada para receber apoio e investimento financeiro da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). A iniciativa faz parte do Programa Centelha, cujo objetivo é estimular a criação de empreendimentos inovadores.

 

Assim, a proposta dos simuladores manifesta um diferencial inovador no âmbito de acessibilidade financeira, alta qualidade de materiais e compromisso ambiental, já que serão utilizados materiais recicláveis para a confecção dos equipamentos.

 

A Maho Simuladores consiste em uma startup que concebe simuladores médicos de baixo custo com modelos físicos que simulam o corpo humano em tamanho real. Os protótipos desenvolvidos pelas alunas da Unifor podem viabilizar a educação e o treinamento médico de forma mais abrangente e universal. 

 

Atualmente, a Maho Simuladores está em fase de pré-incubação no Espaço de Desenvolvimento de Empresas de Tecnologia (Edetec) da Universidade de Fortaleza. 

 

 

Fonte: G1

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Medtechs X Health Techs

Medtechs X Health Techs: entenda o que são esses dois conceitos diferentes

Apesar da familiaridade que as duas expressões possuem, os termos Medtechs x Health Techs possuem significados distintos. Confira!

 

Empresas com modelos de negócio inovadores estão na área da saúde trazendo soluções criativas e crescimento exponencial. As Startups são, há algum tempo, a palavra da moda quando se fala em negócios. Os exemplos são muitos e fazem parte do nosso cotidiano: Uber, iFood e Quinto Andar são alguns exemplos.

 

A definição de startup é: uma empresa que não tem um modelo de negócio consolidado, ou seja, cujo funcionamento é inovador; seja na entrega, na experiência, no serviço, na rentabilidade, entre outros. Isso não significa que toda startup seja um negócio completamente inovador de ponta a ponta.Muitas vezes é uma forma diferente, e mais eficaz, de entregar o mesmo valor para o consumidor final.

 

A área da saúde não está de fora dessa nova forma de se pensar negócios e produtos. As Medtechs x  Health Techs desenvolvem soluções que vão desde uma facilitada consulta com um profissional de saúde até apoio em cirurgias complexas. Elas estão tanto em centros hospitalares de ponta, projetando e testando equipamento ultrassofisticados, como em escritórios, desenvolvendo softwares que vão facilitar o acesso à saúde.

 

Medtechs X Health Techs e os respectivos significados

 

O termo “MedTech” surge da combinação das palavras “medicine” e “technology” (medicina e tecnologia, respectivamente). Esse nome, por si só, resume bem a ideia: MedTech é toda empresa que oferece serviços de saúde que se diferenciam pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia. Já as Health Techs são aquelas empresas que desenvolvem tecnologias para otimizar o sistema de saúde e tudo a ele relacionado. Assim, trazem melhorias para a oferta de serviços de saúde, a forma como eles são valorizados e consumidos.

 

É importante lembrar que as startups são modelos de negócio com características distintas do restante do mercado: seus produtos e serviços devem ter escalabilidade, facilidade para replicar a ideia e ter um diferencial inovador mesmo em um cenário de incertezas.

 

O mercado Health Tech

 

Mercado brasileiro

 

O Brasil lidera o ranking de países com maior mercado de saúde da América Latina, com mais de US$ 42 bilhões de gastos com saúde privada, ao ano. Por isso é um terreno fértil para esse tipo de serviço. As health techs estão divididas em três blocos. São eles: prevenção, diagnóstico e tratamento, podendo estar em diferentes plataformas e; focos de modelos de negócio. Temos ainda a educação da saúde, wearable, relacionamento com pacientes, gestão, farmacêutica,  telemedicina e medtech.

 

Plataformas

 

Há ainda as plataformas: robótica, AI e Big Data, Reconhecimento de Imagens, facial e voz, nanotecnologia, Realidade Virtual (VR), Realidade Aumentada (RA) e monitoramento de sensores. Os três focos de negócio são: hospitais, facultativo médico e usuário/paciente.

 

Já os modelos de negócio são: SAAS, Marketplace, venda direta (serviço/produto), e-commerce, entre outros.

 

Tendência mundial

 

As health techs são uma tendência mundial! E no Brasil, já começam a dar seus primeiros passos através das startups, concentradas principalmente nos grandes centros. Esse suporte surge como uma solução global por tratar da prevenção e diagnóstico até mesmo o tratamento de várias doenças. Dados indicam que a área que mais vai se beneficiar no mercado, em princípio, é o de prevenção. Essa tecnologia também é importante para equalizar os custos médicos, tanto dos setores públicos quanto privados.

 

Ficou clara a diferença entre os termos? Quer ficar por dentro de outros assuntos como esse? A MedSimples seleciona e traz para você as informações mais interessantes e atuais do mundo médico. 

 

Dermatologia

Dermatologia virtual: é possível atender pacientes à distância

A relação médico-paciente está passando por diversas transformações, e, consequentemente a área da dermatologia também foi afetada. Afinal, a telemedicina se apresenta como uma alternativa viável para ajudar nesse momento tão importante de enfrentamento a pandemia do Coronavírus. Isso porque a pandemia fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) orientasse os líderes mundiais e toda população para ficarem em casa, com o intuito de tentar conter a propagação da Covid-19.

Essa orientação está sendo seguida pela maioria dos países, os quais adotaram as medidas de isolamento social, ação que modificou radicalmente a rotina das pessoas, o funcionamento das atividades produtivas e a forma de prestar os serviços.

Na área da saúde, a Telemedicina passou a ser uma aliada fundamental no combate a pandemia, visto que através do seu uso por profissionais médicos, tanto eles quanto os pacientes tiveram a diminuição da exposição aos riscos de contaminação.

Na crise gerada pela COVID-19, muitos dermatologistas adotaram com sucesso essa solução. Assim, o médico especialista em dermatologia pode atender seu paciente à distância. Mesmo em uma especialidade que demanda contato físico em alguns casos, o atendimento virtual em dermatologia está trazendo inúmeros benefícios aos pacientes, especialmente para aqueles que necessitam de acompanhamento constante. 

 

Confira no post todas essas vantagens!

 

Dermatologia Virtual: Facilitando a vida dos pacientes

 

Já pensou que incrível poder oferecer aos seus pacientes uma plataforma de Dermatologia Virtual altamente comprometida com as necessidades deles, auxiliando no diagnóstico online e no tratamento de problemas de pele, unhas e cabelos?

 

Essa ferramenta existe e se chama DermatoVirtual, sendo considerado o mais novo serviço de teledermatologia do Brasil. O sistema foi desenvolvido com intuito de facilitar a vida de pacientes em geral , com acesso online a dermatologistas experientes e capacitados além de ampliar o consultório do dermatologista para além dos horários padrão de sua clínica, com a comodidade de gerenciar sua agenda e poder dar assistência aos seus pacientes aonde quer que eles estejam.

 

Confira os principais benefícios que a Dermatologia Virtual proporciona

 

  • Seus pacientes poderão cuidar da pele a qualquer momento e em qualquer lugar;
  • O atendimento é feito por videoconferência, preservando a saúde de ambas as partes;
  • O paciente pode agendar a consulta de forma simples e rápida;
  • A plataforma é altamente segura garantindo a segurança e privacidade do paciente;
  • O serviço pode ser solicitado e acessado independente da região que o paciente se encontra ou reside;
  • Além a consulta ser virtual, o paciente recebe a prescrição digital;

 

Essa plataforma promete revolucionar a dermatologia no Brasil. Quer atender seus pacientes de forma online? Conheça a DermatoVirtual e tudo que essa ferramenta pode fazer para melhorar e simplificar a vida dos seus pacientes!

 

Pele de tilápia

Pele de tilápia começa a ser utilizada para tratamentos de queimaduras

Quem diria, mas atualmente a pele da tilápia, peixe de água doce, está sendo usada para tratar pacientes vítimas de queimaduras graves. É que, além de ser saboroso e rico em proteínas, o peixe tem um potencial único no campo da medicina, especificamente para o tratamento de queimaduras de pele de segundo e terceiro graus.

 

O método, pioneiro no mundo, foi desenvolvido por médicos no Ceará, e é considerado simples, econômico, menos doloroso e eficiente.

 

Entenda como o método começou

A tilápia representa uma parte importante na economia alimentícia do estado do Ceará. No processo de comercialização desse saboroso alimento, porém, a pele é descartada pelos produtores. Sabendo disso, em 2006, pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará, começaram a reaproveitar esse material orgânico para desenvolver um tipo de curativo biológico que tem eficácia comprovada através de estudos realizados desde 2017 em pessoas que estavam em tratamento com queimaduras de segundo e terceiro grau.

As propriedades da pele são ideais para o tratamento de queimados, pois a pele de tilápia adere à ferida, faz um tamponamento e evita a perda de líquido. O curativo natural pode antecipar a cicatrização de uma ferida em até dois dias. Isso acontece porque na tilápia há colágeno tipo 1, muito semelhante ao do organismo humano. Além dessas qualidades, o curativo biológico não precisa ser trocado diariamente, como se faz nos tratamentos convencionais. Essa especificidade ajuda a diminuir as dores locais, o desconforto do paciente e os custos do tratamento.

 

Os preparos para o uso da pele de tilápia

 

Antes de ser utilizada nos pacientes a pele de tilápia passa por diversos tratamentos até ser totalmente desinfetada e estar totalmente apta para uso. Dessa forma, a pele do peixe é submetida a um processo de limpeza em que são retirados as escamas, o tecido muscular, as toxinas e o odor característico do peixe.

Depois, é estirada em uma prensa e cortada em tiras de 10 cm por 20 cm. O resultado é um tecido flexível, similar à pele humana. As tiras de pele são armazenadas em um congelador a uma temperatura entre 2 e 4 graus Celsius por no máximo dois anos.

Apesar de todos os benefícios, o curativo biológico utilizando a pele de tilápia ainda não tem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo considerado um estudo experimental. 

 

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Tendência inovadora

Tendência inovadora: Aplicativo de celular poderá detectar a glicose com 80% de precisão

Um estudo apresentado recentemente por uma equipe da University of California, San Francisco (UCSF), mostrou uma tendência inovadora com resultados promissores: um aplicativo de smartphone para detecção de diabetes tipo 2. E ele, claro, não depende das tradicionais picadas no dedo, o que beneficiaria pessoas que possuem essa doença e necessitam deste exame.

Os smartphones são grandes aliados do dia a dia, principalmente pela facilidade com que permitem a realização de tarefas, não é mesmo? Por isso, cientistas veem neles uma oportunidade não apenas para facilitar o trabalho dos médicos, mas também de atribuir maior responsabilidade aos pacientes quanto ao enfrentamento de doenças. Nessa linha, um grupo americano tem como intuito colaborar para o diagnóstico de diabetes usando a câmera do celular. A ideia é que, a longo prazo, o paciente consiga, em qualquer lugar, identificar se tem a doença ainda em estágios iniciais.

Acompanhe em nosso artigo as características e proveitos que essa tecnologia proporcionará!

 

Como funcionará essa tendência inovadora

 

O trabalho consiste em um algoritmo ajustável a um aplicativo de celular, que identifica mudanças vasculares baseadas nas variações no fluxo sanguíneo provocadas pelo diabetes. Essas alterações nas veias e na maneira com que o sangue flui por meio delas podem ser registradas por sinais de fotopletismografia (PPG, pela siga em inglês). O exame detecta mudanças no volume do sangue ao medir a quantidade de luz infravermelha absorvida ou refletida por um órgão externo que seja ligado ao sistema circulatório. No caso da solução proposta pelos americanos, as informações vêm do dedo colocado sobre a lente da câmera do smartphone.

Desse modo, a leitura será convertida em forma de onda e mostrará se há alteração volumétrica do sangue em um vaso sanguíneo. Isso porque, a cada contração do coração, a pressão sanguínea aumenta nos vasos e causa uma expansão, ampliando a quantidade de luz refletida pela pele para o sensor óptico da câmera. A maior quantidade de luz refletida pela pele, portanto, indicará a ocorrência da doença.

Dessa forma, quando o aplicativo estiver pronto, basta que o paciente instale ele no seu celular e coloque o dedo sob a tela para obter o resultado do exame de diabetes. Assim, prático, seguro e rápido.

 

O que motivou o estudo

Um do fatores que mais motivou essa pesquisa está relacionado ao fato do diabetes muitas vezes ser assintomático por um longo período de tempo, tornando-o muito mais difícil de diagnosticar. Além disso, até o momento, faltavam ferramentas não invasivas e amplamente escaláveis ​​para detectar a doença, o que estimulou a equipe a desenvolver este algoritmo.

E mesmo sabendo que ainda levará algum tempo até que o trabalho se traduza efetivamente em algum aplicativo de detecção de diabetes para o smartphone dos pacientes, no entanto, este é um estudo incrivelmente promissor práticas de detecção da doença.

É importante salientar que a praticidade e o baixo custo que essa solução tecnológica oferecerá chamam a atenção dos pesquisadores.

 

E que tal dar uma conferida nessa pesquisa e começar a se preparar para quem sabe, muito em breve, disponibilizar essa comodidade para os seus pacientes? Acesse o link e confira!

 

análise preditiva

Análise preditiva: como ela impacta o setor de saúde

A análise preditiva usa dados, algoritmos estatísticos e técnicas de machine learning para identificar a probabilidade de resultados futuros, a partir de dados históricos. O intuito é ir obter uma avaliação completa do que poderá acontecer no futuro.

O objetivo dessa prática é olhar para o futuro com base nos dados obtidos, e, a partir disso, entender quais são os grupos de risco e potenciais ameaças negativas. Na área da saúde, a avaliação preditiva pode, por exemplo, construir o perfil dos pacientes, mapear regiões com maior incidência de determinadas patologias, antever os custos decorrentes dos exames e internações, prever taxas de ocupação dos leitos, bem como aplicar a medicina preventiva para evitar infecções e doenças potenciais.

Compreender a importância de aliar a tecnologia à saúde e ao cuidado humanizado é fácil, porém, ter os dados para colocar essa ideia em prática de maneira correta é mais complexo. Por isso, as empresas podem contar com a modelagem preditiva, uma forma de prever resultados futuros e adotar ações mais precisas.

 

O uso da Inteligência Artificial (IA) na Análise preditiva

 

A Inteligência Artificial na saúde apresenta um grande impacto na precisão das tomadas de decisão dos centros médicos. Isso porque contribui no diagnóstico, na prevenção e no tratamento de doenças, além de viabilizar a redução de custos para os hospitais.

O big data, por exemplo, abre caminho para melhorar a precisão de ações dentro da área médica a partir da análise preditiva. O cruzamento de informações gera insights que direcionam várias previsões: custos, necessidade de equipamentos e medicamentos, prescrições clínicas, taxa de ocupação dos leitos, entre outros.

Com dados para identificar as necessidades internas, os gestores conseguem definir as prioridades na instituição e no cuidado dos pacientes, realizando ações mais assertivas e eficazes.

 

Modelagem Preditiva

As soluções de IA na medicina, partindo de padrões de referência e dados dos pacientes, podem criar modelos algorítmicos destinados a qualificar informações, prever a evolução dos pacientes ou suas necessidades.

 

Apoiar globalmente a atuação dos profissionais de saúde com:

 

  • Sistemas inteligentes de alertas;
  • Diagnósticos precoces de doenças;
  • Criação de perfis e detecção de pacientes com problemas recorrentes;
  • Prognóstico da evolução de doenças;
  • Acompanhamento de pacientes crônicos;
  • Previsão de gastos com saúde;
  • Realocação de serviços de saúde;
  • Otimização do controle de epidemias;
  • Auxílio no diagnóstico e tratamento de doenças, sobretudo as de origem neurodegenerativas.

 

A utilização da modelagem preditiva  antecipa as probabilidades de que algo aconteça e analisa suas possíveis complicações, permitindo intervenções adequadas. De fato, a análise preditiva aplicada às informações de saúde tem um imenso potencial para salvar vidas.

Essas são apenas algumas amostras do que pode ser alcançado por meio da aplicação das técnicas analíticas descritivas, preditivas e prescritivas à saúde. 

 

Previd: Modelos preditivos no Hospital Albert Einstein

 

O Hospital Israelita Albert Einstein, localizado no distrito do Morumbi, zona sul do município de São Paulo, já conta com o auxílio da inteligência artificial. O modelo preditivo PreVid é uma ferramenta de Big Data desenvolvida pelo Hospital Israelita Albert Einstein em conjunto com o Escala App e tem como objetivo disponibilizar para instituições de saúde de todo o Brasil, modelos preditivos criados no laboratório do hospital e também modelos selecionados da comunidade que seguem os critérios de validação e boas práticas preconizadas por meio de uma interface simples, online e gratuita.

 

O propósito é que através do acesso a algoritmos preditivos de alta precisão você tenha  um recurso adicional para triagem e tomada de decisão. Que tal acessar o site da Previd e testar a plataforma ou então submeter o seu modelo preditivo?

 

 

Telemedicina

Telemedicina: Um guia dos primeiros passos para iniciar no atendimento remoto

Como o próprio nome sugere, a Telemedicina refere-se ao atendimento remoto de pacientes, onde o profissional da saúde e o paciente encontram-se distantes fisicamente. A telemedicina, porém, não é regulamentada no Brasil e apenas foi permitida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e outros órgãos de saúde durante a pandemia que estamos vivendo.

O atendimento remoto, contudo, não precisa ser apenas uma consulta, mas também orientações a pacientes já atendidos pessoalmente, como no caso do tratamento de doenças crônicas, controle da medicação, dúvidas após um procedimento, entre outras possibilidades de interação. Esse contato pode ser feito de várias formas: troca de mensagens via WhatsApp, chamada de vídeo, vídeo chamada, entre outras tecnologias disponíveis.

 

Se você quer saber mais sobre como aplicar a Telemedicina na sua clínica, hospital, consultório, entre outros, continue lendo este artigo!

 

As possibilidades que a Telemedicina oferece

 

Diante da readaptação que as pessoas tiveram que seguir para viver em tempos de coronavírus no mundo, a Telemedicina tem se mostrado bastante eficiente e prática. Esse conceito não surgiu agora, mas que tem ganhado espaço e adeptos com as circunstâncias.

Considerando os elementos medicina + distância, a Telemedicina pode funcionar de várias formas. Atendimentos telefônicos, por vídeo. Atendimentos por plataformas de acompanhamento da saúde do paciente oferecidas por operadoras de saúde, hospitais e convênios médicos.

Ela também vem sendo aplicada por hospitais e instituições de saúde que, na busca da troca de informações, procuram outras instituições de referência para realizar a discussão de casos clínicos e doenças raras. Assim, um intercâmbio se torna possível desta forma. Por meio deste recurso ainda são feitas publicações de artigos científicos e casos clínicos para educação dos profissionais e auxílio do diagnóstico.

A Telemedicina também é bastante aplicada para pacientes com dificuldade de locomoção, sendo bem indicada para pacientes idosos, gestantes de alto risco ou com dificuldades motoras. Ela também é usada para acompanhamento de resultados laboratoriais, promoção da saúde, prevenção de doenças, esclarecimentos e construção de bancos de dados de referência epidemiológica.

 

Além disso, a Telemedicina proporciona:

 

  • Atendimentos completos
  • Ferramentas completas de prescrição
  • Monitoramento seguro e prático dos pacientes
  • Ajustes pontuais dos diagnósticos

 

Telemedicina: 6 benefícios que ela proporciona

 

Não são poucos os benefícios que podem ser reconhecidos com essa prática. Como vantagens do uso da Telemedicina, podemos identificar:

 

Otimização do tempo

É inquestionável que esta é uma das maiores vantagens da telemedicina, poupar tempo. Quando os processos são manuais, eles requerem uma série de colaboradores a fim de solucionar problemas que poderiam ser facilmente resolvidos por meio da automatização.

Procurar por uma ficha ou um exame de determinado paciente, apenas para verificar um detalhe específico, é uma tarefa árdua demais para ser feita sem auxílio tecnológico. O longo prazo requerido à tarefa pode ser crucial para o desfecho do caso, pois, na área da saúde, às vezes minutos custam vidas.

A telemedicina proporciona essa agilidade necessária. Nem sempre uma instituição conta com radiologistas, cardiologistas, neurologistas ou outros especialistas, 24 horas por dia, para laudar exames específicos. Portanto, o laudo à distância contribui, mais uma vez, para melhorar a assistência ao paciente, neste caso, viabilizando tempo para suporte.

 

Agilidade

A Telemedicina promove resultados de forma mais rápida, pois otimiza o tempo de todos os profissionais de saúde. Dessa maneira oferece conforto para os profissionais e torna os processos mais eficientes.

 

Mais segurança

Como a Telemedicina conta com um software médico com certificação de segurança e criptografia de conteúdo, protege o banco de dados que armazenam os exames e laudos virtualmente. Ou seja, todo arquivo gerado é protegido, e somente pessoas autorizadas com validação e identificação têm acesso.

Diferentemente de documentos físicos que podem ser perdidos ou esquecidos, o armazenamento na nuvem diminui drasticamente a perda e dano deles.

 

Maior eficácia nos tratamentos

A agilidade da disponibilização de laudos online geram rapidez tanto para o médico como para o paciente. Pois, no momento em que o paciente recebe o laudo, pode imediatamente marcar a consulta com o médico especialista para o seu tratamento, ao invés de ficar esperando prazos longos para obter o laudo. 

 

Redução de custos

Do ponto de vista econômico, a telemedicina reduz consideravelmente os custos das instituições de saúde, sejam elas clínicas ou hospitais. 

Através de um sistema online, uma clínica não precisa de muito investimento para criar uma infraestrutura para a logística de documentos, e muito menos ter gastos elevados com impressão. Assim, por meio da Telemedicina, os profissionais de saúde têm acesso aos laudos através de computadores, tablets, smartphones para fazer o diagnóstico e atender o paciente.

Com esse sistema não é necessário manter um corpo clínico em tempo integral e a clínica só paga pelos laudos emitidos conforme a demanda de paciente e exames do dia. Neste caso, investir em tecnologia resulta em eficiência e economia de recursos e tempo.

 

Mais qualidade no atendimento

A telemedicina promove o acompanhamento do paciente em tempo integral, garantindo que tudo esteja indo bem, e proporcionando os melhores resultados de atendimento.

 

Como implementar a telemedicina

Diferente do que se possa imaginar, implementar a telemedicina não é um processo complexo e demorado, nem requer um alto investimento. Para começar, a melhor forma é realizar uma autoavaliação e analisar individualmente os componentes da clínica que serão afetados pela transição.

Inicie pelos exames ou especialidades oferecidos regularmente, a infraestrutura e os equipamentos que são necessários para o serviço. Depois, pense em como a mudança vai impactar a rotina de trabalho da sua equipe.

Para ajudar gestores a compreender melhor este processo, elaboramos um Guia de Telemedicina com os primeiros passos para iniciar no atendimento remoto! Veja.

 

Equipamentos e infraestrutura

Para implementar telemedicina é necessário integrar os equipamentos médicos e computadores que realizam os exames ao novo sistema. Grande parte dos equipamentos atuais já possui sistema digital e com conexão à internet, por isso são facilmente interligados à plataforma de laudos online.

Vale destacar que a segurança das informações é um aspecto fundamental do sistema, uma vez que os dados dos exames são compartilhados e armazenados conforme determinado em legislação específica.

 

Treinamento e capacitação da equipe

É necessário que a equipe de profissionais da saúde da clínica esteja preparada para operar o sistema de telemedicina. O principal foco do treinamento deve ser nos protocolos específicos de cada exame e na operação dos equipamentos. A boa realização dos procedimentos irá garantir que as informações e as imagens enviadas sejam de qualidade.

Ao implementar a telemedicina, sua clínica poderá contar com a assistência dos prestadores do serviço de laudos para o uso correto do sistema. Algumas empresas oferecem cursos e capacitações para a melhoria recorrente dos procedimentos, como testes remotos no equipamento para verificação de interferência e até tutoriais de passo a passo do exame em tempo real. 

Além disso, conseguem alertar as clínicas caso determinado exame tenha sido realizado de forma errada, evitando, assim, a necessidade de reconvocação do paciente.

 

Padronização do laudo e entrega aos pacientes

Após implementar telemedicina, sua clínica estará entregando um serviço mais completo, ágil e preciso aos pacientes. Os laudos online são padronizados conforme as especificações nacionais.

 

Exames que podem ser laudados via telemedicina

 

A telemedicina já pode ser aplicada às principais especialidades médicas, atendendo a  diferentes demandas dos profissionais da saúde. Se a sua clínica oferece algum dos exames abaixo, considere optar pela solução de laudos à distância. Confira as especialidades:

 

  • Eletrocardiograma (ECG);
  • Eletroencefalograma (EEG);
  • Espirometria;
  • Raio-X;
  • Mamografia;
  • Acuidade visual;
  • Ressonância magnética;
  • Tomografia.

 

Como a Telemedicina influência na relação com o paciente?

 

A telemedicina atua superando os limites e aproximando o paciente do suporte necessário. A troca de informações entre profissionais aumenta, ainda, a qualidade do serviço, indo além de apenas oferecer recursos, mas fazendo isso de forma altamente qualificada.

Contar com profissionais especializados 24h por dia, 7 dias da semana ainda não é uma realidade no país. Porém, já é um grande passo levar assistência com colaboradores bem capacitados a regiões que antes não podiam contar com praticamente ninguém.

Além de poupar o deslocamento do paciente, que pode inclusive estar impedido por questões físicas e financeiras, a telemedicina garante um suporte médico que direciona para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais bem estabelecidos, melhorando a experiência e a saúde do paciente.

 

 

Agora que você compreendeu melhor as vantagens que a Telemedicina proporciona, que tal investir nesse modelo inovador, mais acessível, democrático e menos custoso?