Simuladores médicos de baixo custo, abrangente e universal

27/11/2020

Compartilhar conhecimentos, habilidades e atitudes, desde o acolhimento dos pacientes até os procedimentos mais complexos, como suporte avançado de vida são os objetivos da metodologia de ensino baseada no uso dos simuladores médicos. Para tanto são necessários diversos tipos de simuladores com finalidades distintas para cada capacitação necessária. 

 

Assim, o ramo da simulação médica resulta da aplicação de modelos simuladores à educação e ao treinamento médicos, cujo objetivo principal é que, durante a formação dos profissionais da área, não precisem lidar diretamente com pacientes em seus estágios iniciais de aprendizagem. Muitos profissionais, no entanto, são céticos sobre as reais possibilidades de simulação, afirmando que casos como o de uma cirurgia, por exemplo, são muito complexos para serem simulados com precisão. Todavia, os avanços tecnológicos tornaram os simuladores médicos sofisticados e eles têm sido empregados cada vez em maior número nos cursos de medicina ao redor do globo.

 

De acordo com o Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, a somatória de mortes por erro de profissionais da saúde resultou em mais de 54 mil óbitos em hospitais públicos e privados no país. Contudo, esses óbitos poderiam ser evitados com o treinamento e aperfeiçoamento de técnicas em simuladores médicos. No entanto, os atuais simuladores médicos demonstram elevados valores monetários para compra e manutenção, o que restringe o poder de aquisição destes produtos por entidades educacionais de saúde e limita a universalização da capacitação de profissionais.

 

Conheça a startup que produz, confecciona e comercializa simuladores médicos de baixo custo

 

Diante deste contexto, duas alunas se uniram para desenvolver protótipos que podem viabilizar a educação e o treinamento médico de forma mais abrangente e universal. As estudantes do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza Larissa Holanda e Luiza Marques tiveram a sua proposta de empresa, a Maho Simuladores, selecionada para receber apoio e investimento financeiro da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). A iniciativa faz parte do Programa Centelha, cujo objetivo é estimular a criação de empreendimentos inovadores.

 

Assim, a proposta dos simuladores manifesta um diferencial inovador no âmbito de acessibilidade financeira, alta qualidade de materiais e compromisso ambiental, já que serão utilizados materiais recicláveis para a confecção dos equipamentos.

 

A Maho Simuladores consiste em uma startup que concebe simuladores médicos de baixo custo com modelos físicos que simulam o corpo humano em tamanho real. Os protótipos desenvolvidos pelas alunas da Unifor podem viabilizar a educação e o treinamento médico de forma mais abrangente e universal. 

 

Atualmente, a Maho Simuladores está em fase de pré-incubação no Espaço de Desenvolvimento de Empresas de Tecnologia (Edetec) da Universidade de Fortaleza. 

 

 

Fonte: G1

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